ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Loading...

Postagens Recentes

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Como Fazer a Introdução da Redação do Concurso Público

 

Se você está começando a estudar redação para concursos públicos, provavelmente já percebeu uma coisa: o momento mais difícil é começar o texto. Muita gente olha para a folha, pensa no tema, escreve uma frase… apaga. Escreve outra… apaga de novo. Isso acontece porque o candidato ainda não entendeu qual é a verdadeira função da introdução.


⏱️ Tempo de leitura: 6 minutos




E aqui está o primeiro ponto importante deste artigo: a introdução não existe para impressionar a banca. Ela existe para apresentar o tema e mostrar qual caminho sua redação vai seguir.


Quando você entende isso, tudo fica mais simples.


A introdução é como a porta de entrada do texto. É nela que o corretor percebe se o candidato compreendeu o tema e se o texto terá organização. Não é a parte mais longa da redação e nem precisa ter frases “bonitas”. O que ela precisa ter é clareza.


O maior erro de quem está começando


O erro mais comum dos iniciantes é tentar fazer uma introdução “profunda” demais. Muitos candidatos acham que precisam começar com uma frase filosófica, uma citação famosa ou um raciocínio extremamente elaborado.


Na prática, isso costuma gerar textos artificiais e confusos.


A verdade é que uma introdução simples e objetiva quase sempre funciona melhor do que uma tentativa exagerada de impressionar.


Imagine, por exemplo, um tema sobre o uso excessivo das redes sociais. Um candidato iniciante, tentando parecer sofisticado, escreve algo assim:


“Desde os primórdios da evolução tecnológica da humanidade contemporânea, as relações interpessoais sofreram impactos significativos decorrentes das transformações digitais.”


Percebe como a frase ficou pesada?


Agora veja uma versão simples:


“O uso excessivo das redes sociais tem provocado mudanças no comportamento das pessoas e gerado impactos na sociedade.”


Muito mais claro. E clareza é exatamente o que a banca procura.



O que uma boa introdução precisa ter?


De forma prática, uma introdução eficiente possui três elementos:

  • apresentação do tema;
  • contextualização;
  • tese (a ideia principal que será defendida).


Parece complicado, mas não é.


Vamos separar isso.


1. Apresentação do tema


Aqui você mostra sobre o que o texto vai falar.


Exemplo:

“A disseminação de notícias falsas na internet tornou-se um problema frequente na sociedade brasileira.”


Pronto. O tema foi apresentado.


2. Contextualização


Agora você amplia um pouco a discussão. Pode citar consequências, impactos ou situações relacionadas ao tema.


Exemplo:

“Esse fenômeno influencia opiniões, prejudica o debate público e dificulta o acesso à informação confiável.”


Aqui você começou a desenvolver o assunto.


3. Tese


A tese é o posicionamento central da redação. É basicamente aquilo que você pretende defender ao longo do texto.


Exemplo:

“Diante disso, torna-se necessário discutir as causas desse problema e as medidas capazes de reduzir seus efeitos.”


Perceba que você já indicou o que será desenvolvido nos próximos parágrafos.


E pronto: sua introdução está feita.



Existe fórmula pronta?


Essa é uma pergunta muito comum.


Sim e não.


Você não deve decorar introduções inteiras, porque cada tema é diferente. Porém, existe uma estrutura que pode servir como base até você ganhar prática.


Uma fórmula simples para iniciantes seria:

Tema + problema + direcionamento da discussão


Por exemplo:

“O aumento dos casos de ansiedade entre jovens brasileiros revela um problema cada vez mais presente na sociedade. Fatores como pressão social e uso excessivo da tecnologia contribuem para esse cenário. Nesse contexto, é importante discutir as causas desse fenômeno e os impactos gerados na vida da população.”


Veja como não existe nada “genial” aqui. Apenas organização.


E isso já é suficiente para uma boa introdução.



Quantas linhas a introdução deve ter?


Outro erro comum é escrever introduções enormes.


Em redações de concurso, a introdução normalmente ocupa algo entre 4 e 6 linhas, dependendo do tamanho total do texto exigido pela banca.


Lembre-se: a maior parte da argumentação fica no desenvolvimento. Se você gastar linhas demais na introdução, pode faltar espaço para aprofundar os argumentos depois.



Preciso usar citação?


Não.


Você pode usar, mas não precisa.


Muitos candidatos acreditam que toda introdução precisa começar com frase de filósofo, sociólogo ou escritor famoso. Isso é mito.


Aliás, citações mal utilizadas costumam prejudicar mais do que ajudar. O corretor percebe rapidamente quando o candidato apenas decorou uma frase sem saber conectá-la ao tema.


Se você ainda está começando, concentre-se primeiro em aprender a construir introduções claras e organizadas. Depois, com mais prática, você pode começar a inserir repertórios de forma natural.



Como treinar introdução da forma correta


Aqui vai uma dica que realmente acelera a evolução: não tente escrever redações completas o tempo inteiro.


No início, vale muito mais a pena treinar apenas introduções.


Pegue temas variados e faça somente os primeiros parágrafos. Isso ajuda você a desenvolver rapidez de raciocínio e organização de ideias.


Você pode fazer algo assim:

  • escolher um tema por dia;
  • gastar 10 minutos pensando;
  • escrever apenas a introdução;
  • comparar com modelos prontos.


Em poucas semanas, você perceberá uma melhora enorme.



O medo da folha em branco diminui com método


Grande parte da insegurança na redação vem da sensação de não saber o que fazer. Só que, quando você aprende uma estrutura básica, aquela folha em branco deixa de parecer um problema.


Você passa a saber exatamente qual é o primeiro passo:
apresentar o tema, contextualizar e indicar sua linha de raciocínio.


É isso que uma introdução faz.


Nos próximos artigos da série, vamos entrar na parte mais importante da redação: o desenvolvimento dos argumentos. Afinal, é ali que o candidato realmente constrói a nota dele na prova discursiva.



Nenhum comentário:

Postar um comentário